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A MARCHA NUPCIAL

    A marcha, em sentido geral, é um estilo musical que conota autoridade, disciplina, força militar e alto estilo. Portanto, quando associada a comemorações, conquistas e situações festivas, ela confere um nível de nobreza e solenidade à ocasião. A marcha nupcial, enquanto gênero, nada mais é que uma peça musical em estilo de marcha que é utilizada para ocasiões que envolvem o matrimônio.

 

 

    Há duas marchas nupciais mais famosas no ocidente. A primeira e a mais tocada em casamentos no Brasil foi composta em 1842 pelo compositor alemão Felix Mendelssohn como parte de uma suíte musical intitulada Sonho de uma noite de verão, baseada na peça teatral homônima escrita por Shakespeare no século XVI. Essa é a famosa Marcha do “tan, tan, tan, taaan...” executado pelos clarins ou trompetes.

 

 

    A segunda marcha nupcial mais conhecida foi composta por um compositor também alemão chamado Richard Wagner e estreada em 1850. Ela foi criada como sendo o Coro Nupcial a ser cantado (pois na versão original há uma letra) pelas damas de honra logo após ocasamento dos personagens Lohengrin e Elsa na ópera Lohengrin. O único inconveniente é que, na ópera, logo após a execução do coro nupcial, o noivo assassina cinco convidados e abandona sua noiva Elsa. Por esse motivo, e também devido à ligação do compositor com o antissemitismo, alguns padres, principalmente europeus, proíbem a execução dessa peça dentro da igreja. A Marcha Nupcial de Wagner também é conhecida como Bridal Chorus ou “Lá vem a noiva!”.

 

 

    Há várias outras marchas nupciais escritas para óperas ou peças de teatro que não se tornaram tão tradicionais quanto às duas supracitadas. Por que, então, somente as marchas nupciais de Mendelssohn e Wagner se tornaram mais conhecidas? A resposta é que elas se tornaram famosas principalmente depois que a princesa inglesa Vitória (filha da famosa rainha Vitória) se casou com o príncipe prussiano Frederico Guilherme, em 1858, e a Marcha Nupcial, de Mendelssohn, foi executada no início da cerimônia enquanto o Coro nupcial, de Wagner, foi tocado ao final. Portanto, os ingleses foram os responsáveis por iniciar a tradição que perdura até hoje e inclui mesmo países ocidentais distantes da Inglaterra, como o Brasil, por exemplo.

 

Texto escrito por Juliano de Oliveira

Nos vídeos a seguir é possível ouvir a Marcha Nupcial de Mendelssohn (no vídeo de cima) e o Coro Nupcial de Wagner (no vídeo de baixo) em suas versões originais.

Marcha Nupcial da suíte Sonho de uma noite de verão (Mendelssohn)

Coro Nupcial da ópera Lohengrin (Wagner) 

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ORIGEM DAS TRADIÇÕES NO CASAMENTO

    O casamento é um dos eventos mais marcados pela existência de rituais e tradições, característicos das culturas e religiões de cada país. Embora o significado de cada um deles tenha mudado, a verdade é que alguns perduram na história. Conheça as suas origens e significados e saiba qual a razão para a noiva levar bouquet, a origem da tradicional chuva de pétalas, do vestido de noiva, etc.

Casamento

No antigo sistema patriarcal, "os pais casavam os filhos", uma vez que os pais tinham que ceder uma parte do seu património (casa e terras) para o sustento e a moradia da nova família. A cerimónia de casamento nasceu na Roma antiga, incluindo o ritual da noiva se vestir especialmente para a cerimónia, o que acabou por se tornar uma tradição. Foi igualmente em Roma que aconteceram as primeiras uniões de direito e a liberdade da mulher casar por sua livre vontade.

Ramo da Noiva

O bouquet da noiva tem origem medieval. Nesta época, as mulheres levavam ervas aromáticas para afugentar os maus espíritos. Pouco a pouco, o ramo da noiva tornou-se um hábito em todos os casamentos e, com a passagem do tempo, acrescentaram-se significados às diferentes flores.

 

Vestido de Noiva

O primeiro vestido branco foi adoptado em Inglaterra pela Rainha Vitória, no século XIX, quando se casou com o seu primo, o príncipe Albert. Uma vez que naquela época era impensável um homem pedir uma rainha em casamento, o pedido foi feito pela noiva.

 

Véu da Noiva

O uso do véu da noiva era um costume da antiga Grécia. Os gregos acreditavam que a noiva, ao cobrir o rosto, ficava protegida do mau-olhado das mulheres e da cobiça dos homens. Tinha ainda um significado especial para a mulher: separava a vida de solteira da vida de casada e futura mãe.

 

Grinalda

O uso da grinalda permite que a noiva se distinga dos convidados, fazendo com que se pareça com uma rainha. Tradicionalmente, quanto maior a grinalda, maior é o símbolo de status e de riqueza.

 

Posição dos Noivos no Altar

A razão da noiva ficar sempre do lado esquerdo do seu noivo tem a sua origem nos anglo-saxões. O noivo, temendo a tentativa de rapto da noiva, deixava sempre o braço direito livre para tirar a sua espada.

 

Alianças

A aliança representa um circulo, ou seja, uma ligação perfeita entre o casal. O círculo representava para os Egípcios a eternidade, tal como o amor, que deveria durar para sempre. Os Gregos, após a celebração do casamento, utilizavam anéis de íman no dedo anelar da mão esquerda, acreditando que por esse dedo passa uma veia que vai directa ao coração. Mais tarde, os Romanos adoptaram também esse costume, que se manteve até aos dias de hoje.

 

Lançamento do Arroz

Tem origem asiática, onde o arroz é sinónimo de prosperidade. A tradição de atirar grãos de arroz sobre os noivos, após a cerimónia nupcial, teve origem na China, onde um Mandarim quis mostrar a sua riqueza, fazendo com que o casamento da sua filha se realizasse sob uma "chuva" de arroz. Hoje atiramos arroz aos noivos à saída da igreja como sinónimo de fertilidade, felicidade e prosperidade.

 

Bolo de Casamento

Este costume vem desde o tempo dos romanos. O bolo da noiva é, desde há séculos, um símbolo de boa sorte e de festividade. No tempo dos Romanos, a noiva comia um pedaço de bolo, e exprimia o desejo de que nunca lhes faltasse o essencial para viverem. Actualmente, o corte do bolo constitui um dos momentos mais marcantes da festa. O noivo pousa as mãos sobre as da noiva para segurar a faca, procedendo juntos ao primeiro corte do bolo, simbolizando partilha e união. Segue-se a distribuição de fatias pelos convidados.

 

Lua-de-Mel

O termo lua-de-mel vem do tempo em que o casamento era um rapto, muitas vezes contra a vontade da rapariga. O homem apaixonado raptava a mulher e escondia-a durante um mês (de uma lua cheia até à outra) num lugar afastado. Durante esse período, tomavam uma bebida fermentada, à base de mel, que devia durar 28 dias, o tempo do mês lunar. A lua-de-mel, tal como a conhecemos hoje, tem origens nos hábitos ingleses do século XIX. O recém-casado passava uma época no campo para se libertar das obrigações sociais.

 

Fonte: Inês Menezes (http://www.casamentoclick.com/report/origem-das-tradicoes-do-casamento.html)